• Yasmin Marchesini

Entrevista com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) em sua última edição "Imunizações", publicada no dia 21 de janeiro de 2020, realizou uma entrevista com o ministro da Saúde Pública, Luiz Henrique Mandetta. O ministro é médico ortopedista, especializado em ortopedia pediátrica pela Fellow da Emory University (Atlanta, Georgia), também formado pela Fundação Getúlio Vargas em gestão de serviços e sistema de saúde.

Na entrevista realizada pela SBIm foi conversado sobre o programa Vacina Brasil, consumo de vacinas, registro de vacinação, entre outros assuntos.

Mandetta diz que o Governo estabeleceu a cobertura vacinal como prioridade e lançou do Movimento Vacina Brasil, que busca reverter a queda na vacinação nos últimos anos. Segundo ele a vacinação deveria ser prioridade dado o intenso fluxo de pessoas. Mandetta afirma: " defendemos que a vacina tem que ser o pilar do acesso universal à saúde e agenda prioritária de todos os povos. O Brasil, com o maior programa público da vacinação do mundo, está preparado para liderar essa grande campanha, com o objetivo de aumentar as coberturas vacinais em todos os continentes”. Ações entre órgãos públicos e empresas serão realizadas para a conscientização da população. Uma destas ações será a vacinação em escolas, Mandetta considera um desafio a vacinação em ambiente escolar e diz estar em discussão no Ministério um Projeto de Lei que traz a obrigatoriedade da apresentação do carteirinha de vacinação ao realizar matrícula nas escolas.

O ministro também explica um pouco sobre as compras de vacinas que são realizadas com base no ano anterior, dado isto, quando ocorre uma demanda maior de determinadas vacinas pode ocorrer a falta delas no mercado. Segundo ele o problema deve melhorar pois está havendo um grande trabalho de fomento para inovações e aumento da produção local de vacinas.

Quando questionado sobre o papel da comunidade científica nos programas de imunização o ministro diz considerar importantes e fundamentais, devido ao auxílio dado pelas mesmas no assessoramento técnico-científico.

Ao final da entrevista o ministro fala sobre a dificuldade nos registros de dados das aplicações e relembra “[...] a Portaria n. 2.499, de 23 de setembro de 2019, estabelece que, desde aquela data, todas as doses de imunobiológicos administradas no âmbito da Atenção Básica deverão ser registradas no Sistema e-SUS Atenção Básica (e- -SUS AB) e não mais no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI). Os registros de doses aplicadas em salas de imunização não inseridas no contexto da Atenção Básica permanecem no SI-PNI.”.


Confira a entrevista completa: Revista imunização, Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) volume 12, número 4-2019. Entrevista: A vacina como pilar do acesso universal à saúde, pg

https://sbim.org.br/images/revistas/revista-imuniz-sbim-v12-n4-2019.pdf

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