• Yasmin Marchesini

Imunoprofilaxia em pacientes com imunodeficiência, por Dr. Luis Alberto Verri



Dr. Luis Alberto Verri, médico pediatra, formado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP), atua no Hospital Vera Cruz desde 1985 e com vacinas desde 1996.

Especialista em vacinação Dr. Luis Alberto Verri explica em seu artigo escrito para o Portal Ped, sobre os esquemas de imunoprofilaxia em crianças em casos especiais de imunodeficiências.

IMUNODEFICIÊNCIAS

A imunodeficiência pode ser classificada como primária ou secundária.

  • Imunodeficiências primárias: são hereditárias com ausência ou deficiência de componentes celulares, humorais ou ambos, que fornecem imunidade. Exemplos: agamaglobulinemia, SCID, granulomatosa crônica.


  • Imunodeficiência secundária: perda ou deficiência de componentes imunes celulares ou humorais, resultante de um processo de doença ou de sua terapia. O grau em que as drogas imunossupressoras causam imunodeficiência clinicamente significativa geralmente está relacionado à dose e varia de acordo com a droga. Exemplos: infecção por HIV, malignidades hematopoiéticas, tratamento com drogas imunossupressoras e radioterapia.

*Asplenia e o uso de corticosteróides ou certas drogas têm o potencial de serem imunossupressores e presumem causar algum grau de imunodeficiência.*


CASOS DE ASPLENIA, COMO É O ESQUEMA DE VACINAÇÃO?


  • Asplenia anatômica: remoção cirúrgica ou ausência congênita do baço.

  • Asplenia funcional: doença falciforme.


Pacientes com asplenia têm um risco aumentado de infecção por bactérias encapsuladas, S. pneumoniae (pneumococo), N. meningitidis (meningococo) e Hib (1-2, 3). Em caso de crianças com essa deficiência devem receber a vacina adequada para idade da anti-pneumocócica 13-valente (PCV13).

Crianças não vacinadas de 2 a 5 anos: devem receber 2 doses de PCV13.

Crianças com idade ≥6 anos: devem receber uma dose de PCV13 se não tiverem recebido anteriormente uma dose desta.

Indivíduos com idade ≥2 anos: devem receber 2 doses de vacina anti-pneumocócica polissacarídica 23-valente (PPSV23), com intervalo de 5 anos, iniciando 8 ou mais semanas após o término de todas as doses recomendadas de PCV13 (1-4 , 5-6). Em circunstâncias em que ambos, PCV13 e PPSV23, são indicados, doses de PCV13 devem ser administradas primeiro, seguidas de PPSV23, 8 semanas após a última dose de PCV13.


Vacinas conjugadas meningocócicas e do sorogrupo B

As vacinas conjugadas meningocócicas (MenACWY) e do sorogrupo B (MenB) são recomendadas para indivíduos com asplenia.

Crianças entre os 2 e os 23 meses: uma série de MenACWY.

Indíduo ≥2 anos: deve ser administrada uma série primária de 2 doses de MenACWY.


Vacinação contra Hib

A vacina contra o Hib é recomendada rotineiramente para todas as crianças até os 59 meses de idade (5 anos). 

Crianças de 12 a 59 meses com asplenia que não estejam vacinadas ou receberam apenas uma dose antes dos 12 meses: devem receber 2 doses da vacina Hib.

Crianças que receberam 2 antes dos 12 meses: devem receber uma dose adicional.

 Os pacientes asplênicos não imunizados com mais de 59 meses: devem receber uma dose da vacina contra o Hib.


Confira o artigo completo acessando: portalped.com.br/conteudo-especial/vacinas/imunoprofilaxia-em-pacientes-asplenicos-em-uso-de-corticoterapia-ou-de-drogas-imunossupressoras/

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